Que homem não tem medo de ter uma Impotência sexual? A doença, por estar ligada a um momento de intimidade, pode assombrar muita gente, principalmente porque os primeiros indícios costumam aparecer nas horas mais impróprias, como no sexo.

Ao não conseguir ter uma relação sexual satisfatória, a primeira reação de um homem é sentir frustração. A urologia, especialidade médica que cuida da saúde sexual do homem e também do trato urinário, define a disfunção erétil como a incapacidade persistente de obter ou manter a ereção suficiente para realizar a penetração.

Mas falhar na “hora H” apenas uma vez não caracteriza um quadro de impotência. Para a Classificação Internacional Americana de Doenças (DSM-5), só pode ser considerada disfunção erétil quando acontece em mais de 75% das tentativas de relação sexual.

A Sociedade Brasileira de Medicina estima que 6 milhões de brasileiros sofram com algum grau de disfunção erétil. Entretanto, o número pode ser ainda maior, já que o assunto é considerado um grande tabu e muitos homens deixam de procurar ajuda por vergonha, achando que não vão conseguir reverter o quadro.

Embora seja mais frequente em pessoas com mais de 40 anos de idade, a doença pode ocorrer com qualquer homem, inclusive adolescentes e adultos jovens. Para a impotência não existe orientação sexual; a disfunção acontece de forma igual com heterossexuais, bissexuais e homossexuais.

A boa notícia é que existe tratamento para a impotência. A disfunção pode ter duas origens: orgânica e psicológica. A avaliação de um profissional da área de urologia e de um psicólogo podem ser decisivas para a recuperação da ereção o quanto antes.

Tratamento contra impotência sexual

Justamente pela sua natureza, essa é uma doença chamada de autodescritiva, pois é o próprio paciente quem relata os sintomas e descreve o ocorrido ao médico. Assim, o urologista tem uma base para poder indicar o melhor tratamento para cada caso. É preciso também informar ao médico há quanto tempo o problema existe e com qual frequência a impotência ocorre.

Entre os fatores psicológicos que podem favorecer o surgimento da doença estão estresse, ansiedade, depressão, nervosismo, fadiga e a grande cobrança interna sobre o próprio desempenho.

Uma ereção só ocorre quando o cérebro envia sinais que iniciam o processo de liberação de óxido nítrico, que tem o objetivo de dilatar os vasos que transportam sangue para o pênis.

Em pessoas que estejam com algum transtorno psicológico, ou sob alta tensão, esse fluxo não ocorre de maneira adequada, o que acaba prejudicando a ereção plena. Nesses casos, o tratamento mais indicado envolve consultas a psicólogos e terapeutas sexuais, que identificam a origem do problema.

Fatores de risco para a disfunção erétil

Embora problemas psicológicos sejam recorrentes em pacientes com disfunção erétil, a doença pode ter origem orgânica. Os mais comuns são a diabetes e problemas cardiovasculares. Idade, tabagismo, álcool e outras drogas, hipertensão arterial, alguns medicamentos e traumas pélvicos também podem influir.

Outro fator de risco é o câncer. O tratamento cirúrgico para tumores de próstata ou de bexiga pode deixar, como sequela, a dificuldade de ereção. Isso depende da condição médica do paciente, do tipo de tumor e do estágio da doença. Quanto mais cedo ela for descoberta, menores são as chances de desenvolver uma disfunção.

Por isso, na primeira consulta ao médico especialista em urologia, pede-se uma bateria de exames para eliminar as possibilidades. Essas investigações medem níveis de glicemia, de testosterona e o perfil lipídico, como a distribuição de gordura pelo corpo. Também podem ser solicitadas uma investigação de ginecomastia, que analisa o aumento das glândulas mamárias, e exames específicos na área genial.

Encontrada a origem da doença, o tratamento é direcionado para combater os fatores que causam a impotência. Podem ser utilizados medicamentos para ereção, que promovem a vasodilatação, e próteses penianas, feitas de silicone e que dão rigidez ao pênis, indicadas em casos mais graves, quando não há resposta aos tratamentos convencionais.

Mitos sobre a impotência

Um grande mito difundido no Brasil é que a vasectomia causa impotência, embora não haja indícios de que exista uma relação entre elas. A cirurgia de vasectomia obstrui apenas o canal responsável pelo fluxo de espermatozoides, sem nenhuma relação com o desempenho sexual. A masturbação em excesso, ou em falta, também não contribui para uma disfunção erétil.

Outro mito recorrente é quanto aos alimentos. Catuaba, amendoim e ovos de codorna, por exemplo, são popularmente conhecidos como afrodisíacos, mas não existe comprovação científica de que ajudam na hora do sexo.

Entre as verdades, sedentarismo e obesidade são inimigos da ereção. Por isso, manter hábitos saudáveis como exercícios físicos e dieta balanceada auxiliam o corpo como um todo e isso inclui o desempenho sexual.